AS HABITANTES DA FRONTEIRA:

as deficiências das políticas públicas de acolhimento a refugiados na União Europeia e seus impactos para mulheres refugiadas
Ana Victória Klovrza Diogo – UFU

Resumo:

Em meio à chamada “crise” de refugiados na Europa, é imperativo identificar os desafios particulares às mulheres e meninas refugiadas, com a finalidade de avaliar a efetividade das políticas públicas existentes para esse grupo social. Pressupondo que há violências específicas sofridas pelas mulheres refugiadas, foi feito um estudo de caso das políticas de acolhimento a refugiados por parte dos Estados da União Europeia entre os anos de 2015 e 2021. Mobilizando as abordagens teóricas feministas e decoloniais de Relações Internacionais e os estudos subalternos, conclui-se que estão sendo perpetradas violências diretas e indiretas contra as refugiadas em países da UE, e as políticas públicas para refugiados na UE não alteram de forma efetiva esse quadro de violência. As normas regionais de acolhimento a refugiados conferem ampla discricionariedade para os Estados-membros executarem as políticas públicas dessa natureza, o que resulta em dissonâncias entre os padrões de recepção em cada Estado. A realidade de insuficiência e ineficácia das políticas de acolhimento realizadas pelos Estados-membros da UE sobre violência baseada em gênero consiste em um tipo de silenciamento institucional e na reprodução de subalternidade.

ISSN:

2763-8685

DOI:

https://dx.doi.org/ 10.51799/2763-8685v2n2014

Journal Title:

Latin American Journal of European Studies

Volume:

2

Issue:

2

FirstPage:

441

LastPage:

481

Date:

Keywords:

Refúgio; Violência baseada em gênero; União Europeia